Iorrana Ribeiro | A força da mentalização
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A força da mentalização

a força da mentalização

A força da mentalização

Existe uma frase que diz: cuidado com o que desejas porque acabará acontecendo. Como o desejo nada mais é do que mentalização aleatória, influencia nos acontecimentos da nossa vida.

Nosso corpo tem o talento inato de registrar na memória emocional, no cérebro, as sensações agradáveis, físicas, emocionais e mentais, assim como as desagradáveis.

Uma vez armazenadas, podemos evocar as mesmas sensações agradáveis, apenas relembrando as situações, pois o cérebro reproduz, se desejarmos, estas sensações automaticamente, promovendo prazer e conforto.


Mentalização: o treinamento para a construção dos sonhos

Mentalização é a sistematização da imaginação, direcionando o desejo ao encontro dos nossos sonhos, aspirações e metas. Pesquisas da neurociência comprovam que a construção de representações mentais são capazes de remodelar o cérebro, assim como as experiências verdadeiras. Através da repetição, os neurônios se reorganizam e se transformam. Mudam a forma e funções, criando novas conexões, sincronizam-se e as sinapses (contato entre dois neurônios) são reforçadas, fazendo o cérebro aprender e mudar pelo treinamento. A prática contínua de pensar positivamente, tem o poder de remodelar o cérebro continuamente.

Este é o segredo do mecanismo da mentalização: disciplina na repetição e atitude. Pela reprodução mental sistemática, estimula-se áreas intuitivas do cérebro, inicialmente inconscientes, as tornado conscientes. Uma vez ativadas, estas regiões corticais desvelam atalhos, que uma vez trilhados, facilitam o caminho para as conquistas das mentalizações.

É importante esclarecer que mentalização não é milagre, onde basta pensar concentradamente, e os desejos se materializam. Na verdade, sem sistematização e atitude muito pouco acontece. A precipitação das aspirações no plano da realidade objetiva pode demorar anos ou morrermos antes de concretizarem-se. A prática mental metódica é apenas um dos elementos para vermos nossos sonhos realizados. Quanto mais sistematizado, mais rápido ocorrerá a efetivação do desejo.

A chave para a concretização dos desejos está na disciplina de repetir sempre uma mesma imagem, seguido de manter-se atento aos atalhos intuitivos que surgem e a conseguinte ação de executá-los. Sem uma atuação efetiva, nada acontecerá.


A falta de atitude

Atitude é o estado de disponibilidade psicofísica que exerce influência direta e dinâmica sobre o comportamento. Consiste em assumir total e absoluta responsabilidade sobre as suas escolhas.

O ser humano prefere atribuir a culpa e a responsabilidade sobre o que lhe acontece aos deuses, à sorte e ao diabo. Enfim, aos outros. Quando o indivíduo avoca, conscientemente, responsabilidade sobre todas as suas decisões, duas energias são liberadas instantaneamente: o poder sobre si, que havia concedido à realidade externa, imaginária ou não e a liberdade, pois passa a escolher e reconstruir diariamente, sua existência.

Atitude é a soma de foco, disciplina, criatividade, planejamento e gerenciamento do tempo.

O foco é a capacidade do primata humano manter-se concentrado sobre suas metas, sem dispersão;

Disciplina constitui-se na habilidade de não desistir e perseverar diante dos inevitáveis obstáculos, mantendo suas energias centradas nos seus anseios;

Criatividade é a ferramenta indispensável para gerar novas maneiras de ver uma situação, produzindo uma ação mais inteligente;

Planejamento é a aplicação da racionalidade aos sonhos, pavimentando sua concretização;

Gestão do tempo é o talento em separar o supérfluo do essencial, dando a nós poder de priorizar.


Por que todos os nossos desejos não se realizam?

Há cem mil anos, ao menor ruído, emoções como o medo e ansiedade, induziam o Homo sappiens a largar sua presa e procurar a segurança de um abrigo. Estes sentimentos aumentaram as chances de sobrevivência dos nossos antepassados. Milhares de anos depois, preservamos este comportamento. Por instinto, estamos mais conectados aos sentimentos desagradáveis, pois estão ligados à preservação do indivíduo.

Este comportamento irrefletido sabota nossas aspirações, reduzindo enormemente as chances delas tornarem-se realidade palpável através da vida.


A força do desejo

Para ilustrar a força das mentalizações, relembremos o tradicional experimento com os feijões. Colocam-se em dois pires, algodão umedecido com uma semente de feijão em cada um. Molhando-os diariamente, sobre apenas um deles, aplicamos uma série de palavras encorajadoras, positivas e motivadoras, deixando o outro feijão crescer naturalmente. Em mais de 75% das experiências, o feijão estimulado desenvolve-se aceleradamente, de maneira exuberante, comparativamente ao outro.

Outro teste curioso é utilizar os mesmos dois pires com algodão e os feijões, porém, saturando diariamente um deles de impropérios e palavras desmotivadoras. Este se atrofiará, retardando seu crescimento num percentual semelhante ao da primeira avaliação.

Porém, existe um outro experimento mais impressionante. Colocaram em dois recipientes fechados, grãos de arroz crus imersos em água. Um deles permaneceu intocado, enquanto que ao outro vasilhame, adicionaram uma série de etiquetas adesivas, com palavras elogiosas digitadas. Após alguns dias, na primeira embalagem, o arroz começou a apodrecer, enquanto na segunda, com os rótulos, os grãos estavam sadios.

A partir daí, deve-se fazer duas reflexões importantes: a primeira é de que se conseguimos moldar a vida de outro ser vivo, imagine o que não podemos fazer com o nosso corpo. Podemos nos curar ou matar. E a segunda ponderação é que se podemos moldar a vida de um feijão, também podemos moldar a vida de outras pessoas.

Poderíamos mesmo dizer, que nosso destino pode ser conformado pela média ponderada da força dos nossos desejos e o das outras pessoas sobre nós. Vivemos emitindo na atmosfera emocional, na qual estamos permanentemente submersos, desde o nascimento até a última expiração, uma quantidade imensa de anseios e aspirações. Conscientes e, principalmente, inconscientes, lançamos imagens sobre a maneira como gostaríamos que se constituísse a vida dos amigos, inimigos, conhecidos, clientes, pessoas públicas e desconhecidos. Fazemos isso o tempo todo, sem a menor ideia do impacto destas imagens sobre as vidas das pessoas. O resultado é menos impactante, pois são realizados sem foco, sem concentração, podendo também ser bem aleatórios, o que dilui sua potência.

 

Jóris Marengo, professor do Método de DeRose e
Presidente da Federação do Método DeRose do Estado de Santa Catarina
Foto: Internet