Iorrana Ribeiro | As escolhas e o medo
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As escolhas e o medo

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As escolhas e o medo

O medo é um dos sentimentos mais ardilosos que podemos sentir. Nos mantém alerta nas diversas situações da nossa vida, mas quando se sobrepõe à intuição ou a uma consciência lúcida, se torna uma emoção tóxica que influencia de maneira negativa nossas escolhas.

 

Faça com que suas escolhas, e não os seus medos, reflitam os seus sonhos e suas esperanças
— Nelson Mandela

 

Em geral, o medo em excesso paralisa e aprisiona. Quando agimos por medo, muito provavelmente estamos submersos em uma ilusão que nos faz manter o foco no que podemos perder e não no que gostaríamos de ganhar, ou melhorar em nossas vidas.

A escolha feita por medo pode ser totalmente equivocada nos fazendo fatalmente perceber adiante que fizemos uma escolha baseada em uma emoção, ou numa consciência empoeirada por memórias e expectativas, e não em um objetivo real.

Por outro lado, como um paradoxo, por medo de errar podemos também deixar de agir quando deveríamos. Nestes casos, o impulso correto talvez seria agir e experimentar que o medo é a mesma ilusão mencionada acima. Lembre-se sempre: não existe um caminho certo, ou exato, e só aquele que não tiver medo de errar vai obter algum resultado.

 

Eu aprendi que a coragem não é a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele.”
— Nelson Mandela

 

Numa percepção mais sutil, eu percebi que a sensação do medo é semelhante a algo que está por vir ao virar uma esquina, na qual você não consegue saber o que irá acontecer, mas que ao dobrar a rua normalmente não existe absolutamente nada, era apenas ilusão. Quando isso acontece, o que devemos fazer é nos desprender da sensação de medo, porque sua origem é completamente fake. Foi produzida pela sua imaginação, mas não existe.

Como vencer o medo?

A prática das técnicas do Yôga produz muitos resultados no gerenciamento do medo. Uma maneira de iniciar neste processo é utilizar o preceito da auto-observação para distinguir se o que estamos sentindo é baseado em num fato real, ou em uma realidade inventada, a imaginação. Uma forma de praticá-la é por meio do aquietamento do corpo. Ao parar o corpo, as emoções ficam mais evidentes. Como também, podemos observar muito mais os nossos pensamentos e a origem das sensações associadas ao medo, procurando sempre diferenciar o que é real do que é imaginário.

Para tanto, experimente o seguinte exercício. Permaneça por alguns instantes em uma posição confortável, você pode estar sentado, ou deitado, aquiete o seu corpo e fique em silêncio. Feche seus olhos suavemente e respire lenta e naturalmente e procure se desprender do mundo externo, ou seja, volte sua atenção para o seu mundo interno. Passe a observar como você se sente e também os seus pensamentos, mas sem racionalizar, sem nenhum tipo de crítica, assumindo um estado contemplativo de si mesmo, como se você estivesse assistindo seus sentimentos e os pensamentos existentes. Tente distinguir a origem das suas próprias sensações. Pergunte-se “por que estou sentindo isso?”, ou “por que estou me sentindo assim?”. Para cada sensação vasculhe sua origem. São frutos de comparações? Desejos? Insatisfação? Expectativas? O medo tem muitas facetas. O que acontece na maioria das vezes é que nada disso existe de fato e tudo pode se tratar apenas de sensações, poeira mental ou pensamentos desnecessários que estejam orbitando em sua consciência. Vá um pouco mais além. Pergunte-se o que você faria, ou como agiria, se você não sentisse medo. Procure perceber os seus verdadeiros anseios. Pergunte-se o que realmente deseja, qual é o melhor caminho a seguir, qual ação executar e ouça as suas próprias respostas e atalhos intuitivos que quase sempre são reflexos das suas próprias experiências e capacidades, mesmo as mais sutis. Pronto. Se não houver respostas, talvez elas não aconteçam neste exato instante. Por si só este aquietamento certamente já lhe produzirá mais bem-estar, capacidade de discernimento e lucidez.